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quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Governo do RN não paga contrapartida e arrasa agricultura

Mesmo que o Governo do Estado iniciasse agora o pagamento de suas contrapartidas em atraso junto ao Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA) para a liberação do programa Garantia Safra aos 49.349 agricultores aptos no RN, este ano nenhum deles veria um tostão do benefício.
Hoje, o superintendente do MDA no Rio Grande do Norte, Raimundo Costa, explicou que o Governo do Estado já teve pelo menos duas oportunidades para parcelar essa contrapartida de R$ 2,6 milhões em até seis vezes, mas sempre alegou falta de recursos em caixa para fazê-lo.
Assim, os agricultores que passam necessidade por causa dos reflexos da última seca deixarão de receber alguma coisa ao redor de R$ 5,7 milhões do MDA que, por sua vez, movimentaria nos municípios beneficiados em torno de R$ 37,5 milhões pelos cálculos de Raimundo Costa.
Ele pessoalmente cobrou as contrapartidas do Estado em três oportunidades, sendo que a última aconteceu na segunda-feira (25) durante a reunião do Comitê da Seca, que acontece em todo o primeiro dia útil da semana na Governadoria.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Cerro Corá inclusa no Projeto Cajussol que renova o plantio de cajueiro

O cajueiro é uma das mais importantes plantas frutíferas tropicais dispersas por vários países do mundo. No Brasil, embora seja encontrado em quase toda a zona tropical, adaptou-se melhor às condições climáticas do litoral do Nordeste onde os estados do Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte são os maiores produtores com cerca de 95% da produção de castanha de caju. Atualmente o plantio do cajueiro se espalha pela Serra do Mel, Oeste e na Serra de Santana, uma região composta por sete municípios produtores, a maioria dos pomares do estado é explorada de forma extrativista contando com idade entre 40 a 50 anos, muitos em decadência e com população reduzida.

Segundo o pesquisador João Maria Pinheiro de Lima, Gerente da Produção Vegetal da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn), a maior parte da produção da Serra de Santana advém de áreas com plantas que apresentam heterogeneidade genética em função da semeadura direta por meio de sementes, manejo inadequado da cultura, ataque de pragas e doenças, irregularidade das chuvas e solos exauridos, de baixa fertilidade requerendo correção e adubação pelo menos orgânica.


Tudo isso tem contribuído de forma efetiva no aparecimento de pomares com cerca de 60 a 70% de plantas atípicas pouco produtivas ou improdutivas, comprometendo a cadeia produtiva, e prejudicando o agronegócio do caju, o que leva alguns produtores a deduzirem que os mesmos não respondem as técnicas de cultivo, o que não verdade, e assim, deixam de utilizar e se apropriar das tecnologias geradas e adaptadas para a cultura..

Para João Maria Pinheiro, se avizinha uma oportunidade ímpar, “pois através de informações colhidas junto às associações de produtores estima-se que nestas duas cidades durante o período da estiagem foram cortados em média 60 cajueiros/dia, o que equivale a 30 caminhões, correspondendo assim, a 600 m³ de madeira, que comercializado a R$ 9,00 m3 dia. Com este fato concretizado, nem tudo está perdido, pois os troncos dos cajueiros que foram cortados estão neste momento vegetando normalmente, principalmente após este período chuvoso que está se encerrando, poderão ser enxertados utilizando-se da técnica de cultivo denominada de substituição de copas e assim, renovando-se todo o pomar com copas de cajueiro anão precoce de superior qualidade.

Estima-se que 30.000 cajueiros foram cortados na Serra de Santana nos últimos três anos. Em Lagoa Nova foram cortados 8.000 cajueiros e enxertados 500. Enquanto em Cerro Corá, dos 6.000 cajueiros cortados foram enxertados 1.500. Observando-se estes números, verifica-se que equivalem a 47% do total de cortes de cajueiros na Serra de Santana. Já se levando em consideração os cajueiros que foram cortados/enxertados, estes números representam aproximadamente 15%. Desta forma sugere o pesquisador, com a urgência que o problema exige, uma intervenção efetiva do poder público (estadual, municipal) em parceria com as associações de produtores, no sentido de implementar um programa arrojado de recuperação e implantação de pomares baseado na distribuição maciça de mudas de cajueiro.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

DEPUTADO IRONIZA: “A culpa de tudo o que está acontecendo é do produtor rural”,


Líder do DEM na Câmara, o deputado goiano Rinaldo Caiado se destacou entre os discursos na Comissão de Debates da Casa, que discute a seca do Nordeste neste momento.

Caiado falou logo depois do representante do Banco do Nordeste, o maior vilão dos produtores rurais da região, e que não disse nadica do que os produtores queriam ouvir…
“A culpa de tudo o que está acontecendo é do produtor rural”, ironizou Caiado.
“Porque o governo já fez tudo. Já deslocou todo o milho da Conab, avançou na transposição do São Francisco, liberou todo o crédito emergencial, recompôs tudo o que os produtores perderam”…criticou Caiado, lembrando que o Nordeste perdeu 6 milhões de cabeças de gado, dizimando metade do seu rebanho…

“E o governo ainda posa de ‘fiz tudo, a culpa é do produtor rural’. Agora se o problema fosse com as montadoras do ABC Paulista já tinha dinheiro do BNDES, já tava tudo resolvido”, atacou o líder democrata…cheio de razão

Discurso mal escolhido


Mal escolhido o representante do setor agrícola do Rio Grande do Norte para falar na Comissão de Debates da Câmara Federal, que discute os efeitos desastrosos da seca no Nordeste.

O presidente da Câmara, Henrique Alves, escolheu para discursar, o secretário estadual de Agricultura, Júnior Teixeira.
Nada contra o secretário, mas para um debate como esse ter efeito, mada melhor do que depoimentos de quem sofre na pele…
E entre os potiguares que foram a Brasília, a veterinária Joana D’Arc Pires é a maior vítima.
Vítima, inclusive, do Banco do Nordeste.
Foi por causa de dívidas com o banco que o pai dela, agricultor do Seridó, decidiu acabar com a própria vida.
O discurso do secretário não foi além de números, de quanto municípios do Brasil sofrem os efeitos da seca, de quantos dias faz que não chove, de depoimento que ouviu de um produtor de Caicó…
Faltou sensibilidade para chamar atenção do governo.

FONTE: THAISA GALVÃO

sexta-feira, 22 de março de 2013

Previsão é de chuvas abaixo da média


A Tribuna do Norte também destaca que meteorologistas do Nordeste estiveram reunidos ontem na última reunião de análise climática para o leste da região.  A reunião aconteceu no Recife (PE), e contou com representantes da Empresa de Pesquisa Agropecuária do RN (Emparn) e dos centros de meteorologia de outros seis estados. Infelizmente a previsão para os próximos três meses não é animadora: “chuvas abaixo da média” em quase todo o Nordeste.

O boletim divulgado pela Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), avalia as chuvas que caíram no Nordeste brasileiro no mês de fevereiro. “Para o período de abril a junho de 2013 a previsão de consenso é de chuvas variando de normal a abaixo da média histórica para o setor Leste do Nordeste brasileiro, e permanência  de chuvas abaixo da média nas demais áreas do Nordeste”.

Contudo, os meteorologistas também relataram, no documento, que “não está descartada a possibilidade de ocorrências de chuvas de intensidade moderada a forte, com alta variabilidade temporal e espacial em áreas da Região Nordeste, sendo de fundamental importância o monitoramento contínuo das condições atmosféricas sobre a região e as condições oceânicas e atmosféricas globais”. Isso deverá ocorrer principalmente em Alagoas e Sergipe.
No Rio Grande do Norte, choveu em 13 municípios entre as 7h da manhã de quarta e as 7h da manhã de ontem, segundo boletim divulgado pela Emparn. As maiores precipitações foram registradas em Frutuoso Gomes, no Alto Oeste (15 milímetros), e em São Fernando, no Seridó (14,7 milímetros).

O relatório traz detalhes sobre as condições meteorológicas que motivaram a previsão. “Anomalias negativas” foram registradas por causa do “posicionamento mais ao Norte da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT)”. A ZCIT é o principal sistema meteorológico responsável pela ocorrência de chuvas no semiárido nordestino. A próxima reunião de análise climática dos meses de julho a setembro será realizada em Alagoas, sob a coordenação do Departamento de Meteorologia de Alagoas (DMET

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

INVERNO NO RN PODERÁ SER IRREGULAR


As condições climáticas não evoluíram em janeiro com esperado. Por isso, os meteorologistas reunidos em Natal nos últimos dois dias, decidiram manter o prognóstico anterior que prevê chuvas abaixo do normal no sertão nordestino em 2013. As probabilidades são as seguintes: 40% abaixo do normal, 35% em torno do normal e 25% acima do normal. Segundo o prognóstico, algumas áreas poderão receber uma quantidade de chuvas menor do que em outras, além de haver a possibilidade de eventos externos que possam contribuir para uma variação da queda de chuvas na região nordestina.


De acordo com os meteorologistas, é de fundamental importância o acompanhamento das previsões do tempo da sua região e do monitoramento contínuo das condições oceânico-atmosféricas, que contribuem para o comportamento das precipitações pluviométricas.

Apesar disso, o gerente do Setor de Meteorologia da Emparn, Gilmar Bristot, disse que os criadores poderão iniciar o plantio de algumas culturas: "As regiões de várzea do Piranhas, no Seridó e o Vale do Açu têm já têm condições de alguma agricultura, como em áreas de várzea, que têm suporte de umidade ou em outras áreas específicas em que o plantio possa se desenvolver sem dificuldades de falta de água".

Durante os dois dias de reuniões feitas na sede da Emparn, em Parnamirim, os meteorologistas observaram que no Oceano Pacífico Equatorial, as condições são de neutralidade em termos de temperatura da superfície o mar e, de acordo com a maioria dos modelos de previsão climática, a tendência "é de persistência do padrão de neutralidade nas águas do Pacífico para os próximos meses".

Já no Oceano Atlântico Tropical Norte e próximo à costa da África, está identificada a presença de anomalias positivas da temperatura da superfície marítima, com valores em torno de 0,5º Celsius. No setor sul da bacia, as anomalias das temperaturas superficiais do mar ficarão com padrão normal e um pouco abaixo da média no centro do Atlântico sul. As anomalias positivas superiores a 1ºC são observadas ao longo da costa do continente africano.

A reunião com os meteorologistas nordestinos ocorreu entre quinta e sexta-feira havendo a análise das condições regionais de pluviometria e globais dos oceanos e da atmosfera, assim como dos resultados de modelos numéricos de previsão sazonal, visando elaborar o prognóstico climático para o trimestre de março a abril de 2013, sobre o setor norte da região Nordeste.

O representante do Instituto Estadual de Meio Ambiente da Bahia, engenheiro sanitarista Eduardo Topázio, disse que a previsão de chuvas "não é única para a toda região do Nordeste, porque em algumas áreas, como o leste da região, pode chover acima do normal, mas em outras áreas vai mostrar que vai ter chuvas menores do que o previsto para época".

Eduardo Topázio afirmou que a informação meteorológica é muito importante para os agricultores nordestinos, "que têm uma ferramenta adicional para poder planejar as suas atividades agrícolas, por que sem ela, estará no escuro".

Topázio ainda declarou que se continuar a situação de seca por mais anos na região Nordeste, "o semiárido tem de procurar uma vocação cada vez maior de ter uma adaptalidade na sua atividade econômica em relação a estabilidade dessa região".

Ou seja, explicou ele, "uma atividade econômica onde tem uma grande demanda de recursos hídricos, não é compatível com a área que tem secas de tempos e tempos, bem como as que degradam o solo, porque o solo é fundamental para a sustentabilidade geral da região".

Em síntese, Topázio disse que a atividade econômica tem que ser compatível com a realidade ambiental da região, "preservando mananciais de águas e as unidades de vegetação, a caatinga especialmente, e atividades que não sejam tão consumidoras de água, já que é uma área que tem pouca disponibilidade hídrica'.

A governadora Rosalba Ciarlini, que participou do encerramento da reunião dos meteorologistas, disse ontem que o momento é de reforçar os investimentos estruturantes no interior do Estado. "Vamos amparar o agricultor, dar ao povo que vive no interior, condições de trabalho e de vida. As ações vão continuar, com ou sem chuva", afirmou a governadora. Ela ressaltou, ainda, que ações emergenciais, como o Seguro Garantia Safra e o Bolsa Estiagem, que em 2012 beneficiaram mais de 80 mil famílias potiguares castigadas pela seca, continuarão em ação, mas que o foco do Governo permanece nas ações estruturantes, como a construção do Sistema Adutor Seridó, já concluído, e que possibilita 66 mil pessoas de Acari e Currais Novos conviverem com a seca.

fonte: Tribuna do Norte

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Números da campanha contra Febre Aftosa no RN serão apresentados nesta quinta-feira

Será realizada nesta quinta-feira (31) a solenidade de encerramento das vendas das vacinas da Campanha de Vacinação Contra A Febre Aftosa. O evento será às 10h, no Parque Aristófanes Fernandes, em Parnamirim, e contará com a presença do ministro da Agricultura, da Pecuária e Abastecimento (Mapa), Mendes Ribeiro, da governadora Rosalba Ciarlini e do secretário de Estado da Agricultura, da Pecuária e da Pesca (Sape), Betinho Rosado, além de representantes do IDIARN e da EMATER-RN. Na ocasião, será realizada uma coletiva de imprensa para apresentação dos números que compreendem o andamento da Campanha até esta data e a perspectiva do avanço de status dentro do Plano Nacional de Erradicação da Febre Aftosa (PNEFA), que tem como meta fundamental a vacinação do rebanho bovino e bubalino contra a doença.

segunda-feira, 12 de março de 2012

EMATER SUCATEADA PELA ROSA

Servidores da Emater/RN denunciam o que vêem como sendo sucateamento e desmanche desse órgão público estratégico e de suma importância para o homem do campo.

Veja abaixo, o cenário que é descrito. Lamentável.

NOTA À SOCIEDADE POTIGUAR

A Associação dos Servidores da EMATER-RN -Assema vem tornar público à população potiguar, sobretudo aos agricultores familiares, sua grande preocupação com a atual situação do Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Norte (Emater-RN), que vem sofrendo um processo de desmantelamento na sua estrutura física e humana.

A Emater-RN está atravessando uma das maiores crises ao longo de sua história. Sucintamente, podemos destacar que alguns programas executados pelo Instituto já não existem mais, e os que restam, são ofertados com muitas dificuldades à sociedade, haja vista grande parte dos escritórios estarem em condições precárias de funcionamento, onde destacamos:

- Telefones cortados, sem internet, viaturas em condições inadequadas de uso, alugueis de imóveis locados em atraso, sem serviço básico de limpeza, sem água, dentre vários outros, e ainda, Importante relatar também, que, a cada mês, diminuem os servidores da Instituição, devido a requerimento de aposentadorias, ou pedido de exonerações, em razão de profissionais que buscam melhores condições de trabalho, motivados pela falta de uma política de incentivo, valorização e retenção de talentos por parte da Instituição.

Portanto, faz-se necessário por parte dos valorosos e reconhecidos extensionistas rurais da Emater-RN, na qualidade de servidores públicos, e representados por esta Associação, esse breve esclarecimento aos agricultores, que sempre foram e serão a causa maior da existência do Instituto, assim como, aos sindicatos dos trabalhadores rurais, às prefeituras, Câmaras Municipais, Assembléia Legislativa, imprensa e a sociedade de uma maneira geral, para que tomem conhecimento do gravíssimo quadro em que se encontra a Emater-RN, o que impossibilita a execução das políticas publica direcionadas para agricultura familiar, com eficiência, eficácia e qualidade, e, por conseguinte, toda a sociedade do Estado do Rio Grande do Norte, pois sem uma política rural sustentável que possa assegurar o desenvolvimento no campo, esta será também brevemente impactada.

Associação dos Servidores da Emater-RN (Assema)

sexta-feira, 2 de março de 2012

SECRETÁRIO DE AGRICULTURA DO ESTADO ESTEVE NESTA QUINTA-FEIRA(01) EM CERRO CORÁ/RN







Secretário estadual da agricultura Betinho Rosado participou nesta quinta-feira(01) de um momento do campo no município de Cerro Corá, o evento aconteceu na serra de Santana na residencia de Assis Albino no Sitio Baixa Verde, o Presidente da Câmara, Ronaldo Vilar esteve presente.





O Presidente da Câmara, Vereador Ronaldo Vilar, aproveitou para cobrar outros momentos para o agricultor e para que o aprendizado seja mais expansivo e não momentâneo,o secretário de agricultura Santos que agradeceu a presença dos participantes.






Betinho Rosado fez uma breve prestação de contas de sua pasta, relatou alguns números que serão implantados na agricultura neste ano de 2012 e até o fim do mandato do governo atual, mais não prometeu nada, nem falou de quando as solicitações chegariam ao município.

Após as falas da autoridades aconteceu uma demonstração de manejo de ração feita por técnico da Emparn para os participantes.