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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Portaria do Mais Médicos reforça teoria de trabalho escravo, denuncia FENAM

“O Ministério da Saúde escreve um capítulo triste na história do Brasil. Eles querem transformar o Programa Mais Médicos em escravidão real, de controle sobre a vida e locomoção do trabalhador”, denunciou o presidente da Federação Nacional dos Médicos, Geraldo Ferreira, a respeito da resolução do Ministério da Saúde que passou a vigorar nesta quinta-feira (13).

A publicação no Diário Oficial da União prevê penalidades aos participantes do programa que se ausentarem do posto de trabalho a partir de 4 horas, podendo ser desligado da função com 2 dias de faltas, caso não haja autorização da secretaria municipal ou do tutor acadêmico. O fato também será comunicado aos órgãos de segurança, ao Ministério das Relações Exteriores, ao Ministério da Justiça e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). 

A Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), no capítulo 482, considerada abandono de emprego depois de 30 dias consecutivos, sem justificativa. Para a FENAM, que reúne 53 sindicatos médicos no Brasil, a resolução é para deportar rapidamente cubanos insatisfeitos com a remuneração inferior recebida em relação aos outros participantes do Mais Médicos.

“O Brasil se expõe de uma maneira triste, confrontando todas as legislações trabalhistas brasileiras e internacionais, em desacordo as leis que protegem o salário, as condições de trabalho e o direito de ir e vir. A portaria transforma um programa de assistência em um programa policial. Isso é regulamentar serviços da ditadura cubana no Brasil”, alertou.

A portaria indica também a devolução dos valores recebidos a título de bolsa, auxílio moradia e despesas com locomoção, acrescidos de atualização monetária.  “A lei não permite a devolução de ajuda de custo. Isso é um crime gravíssimo”, afirmou.

A assessoria jurídica da FENAM apensou ao inquérito em curso no Ministério Público do Trabalho (MPT) cópia da resolução do Ministério da Saúde. O MPT investiga denúncia da FENAM sobre simulação e fraude trabalhista no programa. Nesta quarta-feira (12), o procurador do Trabalho, Sebastião Caixeta, afirmou que, até o final de fevereiro, o órgão vai solicitar Termo de Ajuste de Conduta (TAC) ao Governo Federal. Um dos principais pontos de questionamento é o desvirtuamento da finalidade da medida, que seria supostamente um curso de especialização.

ENTENDA O CASO: Nesta semana, 24 cubanos fugiram do programa. Outros três não apareceram para trabalhar e ainda não foram localizados pelo governo. Dos casos dos cubanos que deixaram o Mais Médicos, dois ganharam maior repercussão: o da médica Ramona Rodriguez, que saiu da cidade de Pacajá (PA) e foi para Brasília, onde pediu refúgio; e o do médico Ortelio Jaime Guerra, que atendia em Pariquera Açu (SP) e viajou para os Estados Unidos.

Assessoria de Imprensa da Federação Nacional dos Médicos (FENAM)

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Cubanas vão dividir casa com piscina e trabalhar em posto sem banheiro


Recém-chegadas a Macaúbas (BA), município a 613 km de Salvador e em estado de emergência por causa da seca, as médicas cubanas Dunia Broche, 40, e Dorys Cristina del Rosário, 52, terão uma vida de contrastes nos próximos três anos.

Nos momentos de folga, elas terão uma vida de luxo para os padrões locais.

As cubanas vão dividir uma casa com piscina, pomar, jardim, churrasqueira, salão de jogos, ampla garagem e quatro dormitórios, sendo um deles com banheira de hidromassagem. O aluguel da casa, de R$ 1.200, será pago pela prefeitura.

"A casa é espaçosa, tranquila. Quero aproveitar a piscina e chamar a minha amiga [médica cubana da cidade vizinha] para passar o final de semana aqui", diz Dunia.

Já no dia a dia de trabalho a vida não será tranquila. Todas as manhãs, serão obrigadas a fazer uma pequena viagem de cerca de uma hora entre a casa, na zona urbana, e os postos de saúde da zona rural onde irão atuar.

Os postos para os quais foram escaladas para trabalhar pelo programa Mais Médicos, do governo federal, ficam em povoados a 30 km e a 40 km do centro da cidade. As opções de trajeto são precárias estradas de terra.

No povoado de Lagoa Clara, o posto de saúde está com os sanitários interditados ao público. Apenas o banheiro do consultório funciona.

Já a unidade de saúde do povoado de Lagoa do Maurício nem sequer está pronta. Faltam equipamentos, que devem chegar em duas semanas, segundo a prefeitura.

"Espero que resolvam logo esses problemas. Mas já vi isso na Venezuela. Tudo bem, vamos trabalhar e ajudar da mesma forma", disse Dorys.

FONTE: FOLHA DE SÃO PAULO

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Servidores da saúde estadual entram em greve a partir do dia 1º de agosto

A assembléia geral dos servidores da Saúde Pública do Estado aprovou, por unanimidade, a deflagração de greve da categoria, a partir da próxima quinta-feira, dia 1º de agosto.
O objetivo é pressionar o Governo do Estado após negativas para negociações com a categoria sobre pauta de reivindicações, que tem 19 itens e inclui a implementação do acordo coletivo de trabalho firmado no ano passado.
Pelo menos 290 servidores assinaram a lista de presença na assembléia realizada no Clube Assem, na manhã desta quinta-feira (25), na avenida Prudente de Morais, no Tirol, e aprovaram a realização de greve por tempo indeterminado, em virtude do governo não ter apresentado uma contraposta aos servidores da saúde.
Além disso, o Sindsaúde informa que a A secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap) está ameaçando rever o acordo do ano passado, porque a área administrativa do governo alega que não sabe como fazer para incorporar, legalmente, a gratificação ao salário-base e que isso ia gerar salários diferentes.
Tribuna do Norte